OBJETIVOS: avaliar a prevalência de cegueira noturna entre gestantes adolescentes atendidas em uma maternidade pública do Nordeste brasileiro e verificar sua associação com as variáveis socioeconômicas, nutricionais e obstétricas.
MÉTODOS: estudo prospectivo e descritivo, com 126 gestantes adolescentes, acompanhadas do início ao final da gestação. Utilizaram-se informações sobre cegueira noturna no tempo inicial e final da pesquisa, estado nutricional pré-gestacional e no final da gestação, ganho de peso, anemia, consumo de vitamina A, além de alguns dados socioeconômicos e obstétricos. Para análise estatística, foram utilizados o Teste Exato de Fisher (p<0,05) e software Nutwin.
RESULTADOS: a prevalência de cegueira noturna foi de 20,6%. Embora não tenha havido diferenças estatísticas significativas, observou-se que o agravo foi mais frequente entre as adolescentes menores de 16 anos, que viviam em condições de saneamento inadequada, sem companheiro, com menor escolaridade e renda per capta, idade ginecológica menor que dois anos, primíparas, que tiveram anemia, parto cesáreo e prematuro, com excesso de peso e ganho ponderal acima do recomendado.
CONCLUSÃO: a prevalência encontrada indica elevada vulnerabilidade nutricional e social desse grupo. Investigar a cegueira noturna durante o pré-natal contempla uma importante estratégia para prevenção e controle da deficiência de vitamina A e reduzir suas complicações durante a gestação e perinatais.
Palavras-chave: Deficiência de vitamina A, Cegueira noturna, Gravidez na adolescência